O poder da meditação

No artigo “O poder da meditação” (revista Prevenir* – O poder da meditação), o Doutor Ricardo João Teixeira, explica:

  • Podemos começar por apontar o que a meditação não é, e desfazer eventuais mitos. Não é transformar-se numa nova pessoa, nem sequer numa pessoa melhor. Também não tem a ver com tornar-se budista, usar turbante ou rapar o cabelo.
  • No Ocidente, a meditação no sentido de atenção plena, já era usada pelas escolas gregas da filosofia antiga, como o estoicismo e o epicurismo, que defendiam a ideia de viver cada momento intencionalmente, como forma de se ser mais feliz. Também podemos encontrar práticas contemplativas no cristianismo, islamismo (tradição sufi) e outros filósofos gregos antigos.
  • A meditação mindfulness, talvez seja a forma de meditação mais popular do momento. O responsável é o norte-americano Jon Kabat-Zinn, que, nos anos 70 do século XX, se baseou na sua experiência com o budismo zen para introduzir esta prática de meditação na prática clínica, inicialmente para tratar a dor crónica e, depois, a ansiedade e o stresse. Kabat-Zinn foi o criador de um programa de oito semanas — MBSR (Redução de Stresse Baseada em Mindfulness) —, que, dada a sua aplicabilidade e recetividade, se tornou conhecido pelos seus benefícios.
  • O mindfulness pode definir-se como ‘a prática de prestar atenção intencionalmente, ao que está a acontecer dentro e fora de nós, momento a momento, com aceitação e sem julgamentos’.
  • Nos anos 90, as práticas do MBSR foram adaptadas à saúde mental, e refinadas num programa de oito semanas — Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness (MBCT) — por uma equipa de psicólogos clínicos britânicos (Mark Williams e John Teasdale) e um canadiano (Zindel Segal).
  • Este programa, criado para prevenir recaídas na depressão, integra elementos da terapia cognitivo-comportamental (TCC), aliados às práticas de mindfulness.
  • Neste sentido, o mindfulness tornou-se uma proposta laica de meditação com respaldo científico, uma vez que o programa demonstrou uma eficácia muito significativa, em termos longitudinais, na diminuição da percentagem de recaídas em estudos controlados e comparativos.
  • Não sendo panaceias, as práticas baseadas em mindfulness podem ser indicadas para pessoas com problemas de saúde como tratamento adjuvante, mas não alternativo.
  • Ainda: Como começar a meditar?; Como se faz?; Apps para meditar, p.e. -> B.Kind: https://lnkd.in/ehbjDG5m; As 3 maiores dificuldades de quem começa; Como não desistir de meditar.

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